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Jovens em Campo reuniu mais de 300 líderes da nova geração do agro
16/06/2019 - 18:00:00
 
Prestar mais atenção ao cotidiano, estabelecer conexões, encarar as mudanças e imperfeições como oportunidades e seguir os melhores mentores foram alguns conselhos valiosos que mais de 300 jovens do agronegócio receberam no seminário Jovens em Campo, a 100ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio. O evento terminou neste sábado (15), no Centro de Convenções do Hotel Wish Serrano, em Gramado/RS, após dois dias de rica troca de conhecimentos, palestras técnicas, dinâmica de grupo e debates sobre a importância da representação do produtor rural nas mais diversas frentes.
Atração bastante aguardada pelo público, o escritor e especialista em agronegócio, marketing e new media pelas universidades norte-americanas de Harvard, Pace e MIT, José Luiz Tejon Megido, deu uma aula sobre as atitudes mais importantes para o crescimento pessoal e profissional. “O fundamento da sucessão é a mentoria. A melhor coisa que eu posso fazer hoje é decidir com quem eu vou enfrentar as vicissitudes do futuro”, afirmou o painelista, para logo acrescentar que nem sempre os mentores mais adequados estão na família genética.
Megido também sugeriu aos jovens uma nova visão acerca da imperfeição, que seria a única maneira de alavancar a vida. Depois, defendeu a meta de praticamente dobrar o tamanho da agropecuária brasileira até 2024, prevendo que em breve o agronegócio consistirá em um “algoritmo a ser desvendado” e incentivando as novas gerações a prestarem atenção às diferentes realidades e ideias que acessam no dia a dia.
A diretora técnica da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e líder de Impacto Social do Tecnopuc, Gabriela Ferreira, mostrou alguns exemplos nesse sentido, como startups que tentam mudar a realidade tecnológica das propriedades rurais e desafios e oportunidades do agro neste século — entre eles o elevado índice de desperdício de alimentos no Brasil, 1 bilhão de toneladas por ano, e o crescimento no consumo de produtos saudáveis, 98% entre 2009 e 2014, com projeção de mais 4% anuais até 2021. “Mais do que os pontos, é a maneira como eles são conectados que faz a diferença”, disse. “Temos que olhar para o que a organização sabe fazer, o que o mercado valoriza e o que é viável. É isso que gera inovação e resultados.”
Outro palestrante no painel de inovação foi o agrônomo e jornalista Donário de Almeida, que apresentou conceitos da agricultura 4.0. Depois de apresentar tecnologias de automação, big data, internet das coisas, biotecnologia e monitoramento inteligente para a agropecuária, argumentou que a tendência é de que os lançamentos sejam rápidos e ininterruptos nos próximos anos. Ele convidou o vice-presidente de marketing e vendas da AGCO, Werner Santos, para completar o raciocínio.
Na sequência, o Jovens em Campo apresentou três casos de sucessão rural com um aspecto relevante em comum: filhos que saem e depois voltam para casa, para tocar o negócio da família. Para Gedeão Avancini Pereira, de Bagé, foram as experiências longe da propriedade que o fizeram valorizar mais o negócio. Fernanda Costabeber, de São Sepé, quis provar ao pai que era capaz de colocar a fazenda em outro patamar. E Fernanda Gehling, de Camaquã, lembrou da paixão da família pela terra, desde a infância, na hora de tomar a decisão. Hoje, garantem que não trocam o trabalho por nada.
Durante a tarde, os três participantes do CNA Jovem 2019 — Etapa Nacional falaram sobre a experiência no programa de formação de jovens lideranças do setor. Natacha Lüttjohann, Paula Hofmeister e Edilberto Farinha foram até para as ruas de Vila Madalena, em São Paulo, defender a importância da agropecuária brasileira no dia a dia da população. Quem introduziu o assunto foi a assessora de comunicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Camila Telles.
O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou na sequência as agendas políticas “do passado” e “do futuro” da entidade, que participa de um total de 215 grupos em nível nacional com o objetivo de firmar a posição do setor tanto em discussões antigas (endividamento, assuntos fundiários, infraestrutura) quanto para trabalhar tendências (novas tecnologias, formas de comercialização, fontes de crédito, seguro). “O agro brasileiro é sustentável, gera divisas e tem problemas muito menores do que as pessoas pensam”, disse.
A atividade final do evento teve protagonismo dos jovens, a partir de uma dinâmica de grupo proposta pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae/RS), o Work Café. Os participantes foram divididos em várias mesas pelo salão, cada uma contendo uma pergunta secreta diferente num envelope, e tinham 10 minutos para discutir o problema e lançar ideias, rabiscando cartazes e abusando da criatividade. Quando o cronômetro chegava no zero, eles trocavam de mesa, conforme planilha entregue individualmente. Os únicos fixos em seus lugares eram os anfitriões, que terminada a dinâmica, apresentaram os insights no palco. Os temas foram liderança, sustentabilidade, gestão, sucessão, comunicação, associativismo, inovação e institucional.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, encerrou o evento garantindo que os “quadradinhos coloridos” chegariam à mesa da diretoria da entidade, porque o trabalho da Federação é um “somatório de inteligências”. “Precisamos que vocês voltem para casa e provoquem as nossas bases, com esse manancial de informações que antes não tinham. Levem aquilo que representamos para o país, para o consumo da população, com vistas para o mundo inteiro, que nos olha como solução para os seus problemas alimentares”.

 
Fonte: Imprensa Sistema Farsul
 
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