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Rio Grande do Sul terá delegacias especiais de combate aos crimes no meio rural
31/08/2017 - 18:00:00
 
A Farsul teve uma antiga reivindicação atendida na tarde desta quinta-feira (31/08). Em uma cerimônia no parque de Exposições Assis Brasil, durante a 40ª Expointer, foram criadas as Delegacias de Polícia Especializadas na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs). Inicialmente, serão cinco sedes sendo as principais em Bagé, Camaquã e Santiago, e as complementares em Cruz Alta e Rosário do Sul. 

O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, Paulo Ricardo Dias, considera a medida um importante passo que deve ter continuidade. “É preciso integrar essas ações. O crime deixou de ser historicamente famélico e passou a ser organizado e precisa ter um combate também organizado”, argumenta. Dias destaca que o novo enfoque penal que aconteceu com a mudança da legislação permitiu que a força-tarefa que vinha atuando contra o crime no campo pudesse efetuar prisões de forma efetiva.

Para o secretário de Segurança Pública do Estado, Cezar Schirmer, o abigeato é a parte mais visível da violência que sofrem homens e mulheres do campo. “Todo o trabalho cai por terra pela violência contra as pessoas e crueldade com os animais. É clandestino não só na segurança, mas também nas finanças públicas e na saúde”, afirmou. Ele reforçou que não se trata apenas de combate ao abigeato, mas todos os tipos de crimes praticados no campo. 

O secretário aposta em um resultado positivo com as delegacias. Principalmente pelo saldo obtido com a força-tarefa, criada especificamente para atuar em áreas rurais, que registrou uma queda de 23,5% no roubo de gado na comparação entre o primeiro semestre de 2016 e 2017. Em seu discurso, Schirmer lembrou que nos municípios de pequeno e médio porte a maioria das pessoas sabe quem são os criminosos e, assim, possuem importante papel nas ações da polícia ao denunciá-los.  

O governador José Ivo Sartori reiterou a ideia. Ao lembrar da criação da força-tarefa, ele comentou que as delegacias se formam aos outros esforços já existentes, mas que é necessária a participação da população. “Se não tiver a cumplicidade da sociedade, nenhum esforço funcionará”, adverte.  

Paulo Ricardo Dias reforça que o criminoso não é apenas aquele que comete o furto, mas todo a cadeia, envolvendo o transportador, a armazenador e comerciante e que a Farsul, os sindicatos rurais e os produtores podem colaborar na logística das ações. “Podemos nos organizar melhor para proteger nossas propriedades. A principal maneira que o produtor, com seu sindicato aliado à Farsul, pode colaborar no combate aos crimes no campo é com a inteligência. E inteligência é informação. Mas é importante que haja ação com interesse e a integração dessas forças para um combate efetivo”, salienta.

 
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Fonte: Imprensa Sistema Farsul
 
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