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Sistema Farsul lança ciclo Para Onde Irão os Novilhos?

Sistema Farsul lança ciclo Para Onde Irão os Novilhos?


Após três anos promovendo os seminários De Onde Virão os Terneiros?, o Sistema Farsul apresentou, nesta quinta-feira (10.12), seu novo programa para desenvolvimento da pecuária gaúcha: o ciclo Para Onde Irão os Novilhos?. A apresentação ocorreu em Santa Maria.
O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, afirma que o foco da nova programação serão questões como técnicas de terminação do gado, mercados e qualidade da carne gaúcha. Para o dirigente, manter o apoio à atividade pecuária é prioridade para o Sistema Farsul. "Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul ganhou aproximadamente 1,2 milhão de hectares de soja em terras de pecuária. Mas não podemos abrir mão dela e das oportunidades. Temos preços na pecuária gaúcha muito maiores do que em São Paulo hoje. Temos um produto diferenciado, que o mundo quer", afirmou o dirigente, nesta quinta-feira, durante o seminário De Onde Virão os Terneiros?, defendendo aumento de produtividade pecuária, com aproveitamento das áreas de pastagem de inverno em campos de soja.
Segundo o chefe da Divisão Técnica do Senar-RS, João Augusto Telles, o formato do novo ciclo deve seguir o do que encerra seu terceiro ano, com dias de campo seguidos de palestras em diferentes municípios do Rio Grande do Sul. "É um modelo de sucesso, que deu certo e vamos manter", garante. Ainda serão realizadas etapas do De Onde Virão os Terneiros?, em locais que não receberam o evento.
Antes do anúncio, o coordenador do evento, José Fernando Piva Lobato, voltou a fazer um apelo para que o produtor adote práticas que levem a um aumento da produtividade, a fim de elevar o número de terneiros por vacas no rebanho gaúcho, hoje de apenas 0,56. Ele defende ajustes na lotação pecuária, investimentos em pastagens e seleção, para garantir fêmeas bem alimentadas e prontas para reproduzir. Citando dados de um produtor de Estado, ele afirma que manter uma novilha no campo custa R$ 310 por ano, e uma vaca falhada, R$ 378: um custo que não se justifica se o animal não gerar terneiros. A melhoria traria impactos econômicos para todo o Estado. "Temos de manter nossas plantas frigoríficas abertas, gerar empregos. É uma questão social, até!", afirma Lobato.

Redação: Sebastião Ribeiro

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